segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ilhéus: cidade tem 10 candidatos e cenário indefinido a 20 dias da eleição

Uma das principais disputas eleitorais da Bahia neste ano acontece em Ilhéus, no Sul estado, que tem nada menos que dez candidaturas a prefeito postas. Com 135.424 eleitores de acordo com os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cidade cacaueira é o sétimo colégio eleitoral da Bahia.
A 20 dias da eleição, a reportagem do Bocão News apurou que quatro postulações mantém as chances de vitória. O deputado federal Bebeto Galvão (PSB) foi o melhor na largada. Perdeu espaço nas últimas semanas, mas ainda nutre a esperança de conseguir subir ao posto máximo da cidade. O sindicalista saiu do município com 26.120 votos na eleição para a Câmara dos Deputados em 2014. Para se ter uma ideia, o segundo mais votado, Mário Negromonte Júnior (PP), teve 4.250 votos.
O “recall” eleitoral não tem sido sustentado nas pesquisas de consumo interna encomendadas pelos candidatos. Bebeto partiu bem no grid de largada, mas, conforme informações que este site teve perdeu fôlego e atualmente ocupa a terceira posição na corrida eleitoral. Logo atrás do socialista está o vereador Cosme Araújo (PDT).
Araújo foi 11ª colocado na eleição de 2012 quando se elegeu vereador. Dialogando com categorias diversas do serviço público o pedetista tem se deparado com um desempenho acima das expectativas daqueles que se debruçam sobre a política ilheense.
Na liderança, nesta reta final, está o candidato da Mário Alexandre (PSD). Filho da deputada estadual Ângela Sousa, também do PSD, Marão se apresentou como a nova solução para cidade do Cacau. O postulante já foi vice-prefeito de Newton Lima entre 2009 e 2012. Saiu do PSDB e se filiou ao PSD.
Em segundo lugar, conforme apurado pela reportagem, aparece o atual vice-prefeito da cidade, Cacá dos Colchões (PP). O postulante carrega a dificuldade de ter como cabo eleitoral o atual prefeito Jabes Ribeiro que mesmo podendo buscar a reeleição optou por abrir espaço.
As razões oficiais e oficiosas para a tomada de decisão de não disputar o pleito são diversas, mas o desgaste é fator preponderante. Jabes já está em seu quarto mandato como prefeito (1983 a 1988; 1997 a 2000; 2001 a 2004; e 2013 até o final deste ano).
Baixo — Outro ponto baixo nesta corrida eleitoral de Ilhéus ficou por conta do desempenho, até aqui, muito ruim da candidata do PT, Carmelita. A postulação não disparou como inicialmente foi desenhada e ao que parece a Professora Carmelita está num cenário de coadjuvante no processo.
Apoios e despesas — O PSB de Bebeto no cenário nacional se aproximou da órbita do DEM e PMDB e de em Ilhéus a coligação congrega estes partidos. Embora a senadora e principal líder política da legenda na Bahia, Lídice da Mata, caminhe “pari passu” com Rui Costa e tenha sido uma das principais defensoras da presidente cassada Dilma Rousseff, Bebeto optou por um desenho eleitoral diferente. O socialista declarou ter recebido R$ 300 mil da direção nacional do partido.
Cacá dos Colchões é o nome defendido pelo prefeito Jabes Ribeiro. Recebeu do diretório nacional do PP R$ 100 mil. Outros R$ 10 mil são oriundos do próprio bolso.
Carmelita recebeu R$ 9 mil até o momento de doações, sendo R$ 5 mil dela própria. O PT não contribuiu ainda com a campanha da professora.
Mario Alexandre tem no seu palanque a sua mãe, deputada estadual e o senador Otto Alencar. A costura de apoio passou também pelo presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Nilo que dirige o PSL no estado. PTB e Rede também integram a coligação de Marão. O candidato tem uma campanha estruturada e com gente na rua, entretanto, ainda não declarou receitas ou despesas à Justiça Eleitoral.
Cosme Araújo, assim como Carmelita, não coligou. Cosme também não declarou nenhuma despesa ou receita.
Fonte; Bocão News

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