sábado, 21 de janeiro de 2017

Chuva de Honestidade por Dr. Paulo Guerreiro


O dia amanheceu com uma pequena chuva de verão fazendo as telhas exalar aquele cheiro gostoso de terra molhada e, ainda deitado na cama, com o corpo repleto de preguiça, liguei o rádio e dele o som de um canto de lamento, varou meu coração e me bateu uma tristeza de fazer chorar, uma revolta por tudo que acontece no Brasil e que reflete em nossas vidas.
A música tem como título Chuva de Honestidade, foi composta por Flávio Leandro (espero que seja permitido pelo Facebook reproduzir para vocês, juntamente com os vídeos) e diz assim:

"Chuva de Honestidade"
Quando o ronco feroz do carro pipa, cobre a força do aboio do vaqueiro
Quando o gado berrando no terreiro, se despede da vida do peão
Quando verde eu procuro pelo chão, não encontro mais nem mandacaru
Dá tristeza ter que viver no sul, pra morrer de saudades do sertão

Eu sei que a chuva é pouca e que o chão é quente,
Mas, tem mão boba enganando a gente, secando o verde da irrigação
Não! Eu não quero enchentes de caridade, só quero chuva de honestidade
Molhando as terras do meu sertão

Eu pensei que tivesse resolvida, essa forma de vida tão medonha
Mas, ainda me matam de vergonha, os currais, coronéis e suas cercas
Eu pensei nunca mais sofrer da seca, no nordeste do século vinte e um
Onde até o voo troncho de um anum, fez progressos e teve evolução

Israel é mais seco que o nordeste, no entanto se veste de fartura
Dando força total a agricultura, faz brotar folha verde no deserto
Dá pra ver que o desmando aqui é certo, sobra voto, mas, falta competência
Pra tirar das cacimbas da ciência, água doce que serve a plantação."

Perdi de vez o sono, deixei a preguiça na cama para à noite retornar a abraça-la, fui preparar o café dá manhã acompanhado de cuscuz, aipim e uma carne seca que sobrou do jantar de ontem para ir trabalhar.
Mas, aí, me lembrei que hoje é Sábado, Fórum fechado, dia de Feira do Areal, de jogar conversa fora com os amigos pelas ruas de Maragogipe, "tomar umas" no Água Dura Bar, passar no Restaurante de Dedé no Cai-já pela tarde para "chupar melancia" vendo a paisagem abençoada do nosso Rio Paraguaçu com seus manguezais e à noite curtir a Praça, encontrar meu irmão Aníbal Irzo e bebericar pela Pizzaria de Beto, pelos bares de China do Acarajé, Nieta e Birosca.
Depois de tudo isto, sabendo que amanhã é domingo, ouvir a voz meiga e doce da mulher amada, com o olhar de estrela Dalva, dizer bem baixinho no seu ouvido: tá na hora de irmos nos aconchegar.
Assim, apesar de tanta falta de honestidade no País, de tanta corrupção e de tanto sofrimento e problemas, por culpa quase que exclusiva nossa, que nos deixamos levar pela conversa mole de certos políticos, não podemos nos abater e temos de tocar nossas vidas, sem esquecer nunca de VIVER e AGRADECER a Deus, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, pedindo que Ele nos ABENÇOE e PROTEJA a nossa FAMÍLIA sempre.
Um final de semana de muita Luz para todos.
Paulo Vicente Guerreiro Peixoto.

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