sábado, 18 de fevereiro de 2017

Lei do sexagenário versus PEC 287 (Reforma da Previdência Social) – Qual a diferença? Por Cidineia Barbosa

Cidineia Barbosa


Enquanto cidadã, mulher, mãe e profissional de educação, sentir a necessidade de promover uma análise sobre o sistema governamental e as suas contribuições ao que se refere à elaboração e aplicação dos direitos sociais que, por conseguinte vem atrelado aos deveres. 
Visando entender melhor as ações superiores é de suma importância recapitular as ideias aplicadas em tempos passados para que possamos comparar e entender com afinco as reais situações que o Brasil enfrenta atualmente.  
Mediante o apresentado vale abordar que conforme apresentação proposta pelos representantes políticos em consenso com a PEC 287, estes consideram relevante a aposentadoria das classes trabalhistas sob a idade mínima de 65 anos, cuja justificativa é equilibrar as contas públicas. 
Enquanto brasileiros inseridos numa massa popular onde enfrentamos as constantes diferenças são pertinentes analisarmos a Lei dos Sexagenários, que foi uma medida aplicada em 1885, cuja finalidade era libertar os negros escravizados por igual ou superior a 60 anos, todavia antes desta suposta libertação era necessário ressarcir os seus senhores, de forma que estes não tivessem prejuízos. 
Hoje estamos em pleno século XXI, voltamos a vivenciar a Lei dos Sexagenários numa nova roupagem.
- O sistema disponibilizará de recursos que fortaleça as capacidades físicas e mentais do sujeito ativo? De qual forma? Ou o sistema considera suficientes os recursos (Se existem) disponibilizados atualmente?
Tanto a figura masculina quanto a feminina terá que atender a idade mínima para aposentadoria de 65 anos, se submetendo aos riscos que podem comprometer a sua integridade física, sob pena de receber o mesmo provento, enquanto atuante, e/ou ser reduzido o valor do seu provento quando aposentado.
Como perguntar não ofende, pergunto:
- Como estarão mentalmente e fisicamente esses trabalhadores que contribuíram para o progresso do País?
- Qual a validade vital dessas pessoas que foram exploradas no campo trabalhista? Será que dará tempo estes usufruir da sua aposentadoria que esperavam a anos?  
- O salário do trabalhador será valorizado, de modo que o sujeito possa estar estimulado a cumprir a sua jornada de trabalho enquanto espera ansiosamente a sua aposentadoria?
Gradativamente o chicote está renascendo das cinzas e muitos cidadãos estão adormecidos. Esperamos que os opositores (A sociedade) despertem, no sentido de fazer valer a justiça social, onde a igualdade possa imperar no nosso contexto, e os cidadãos possam ter uma vida digna
- Porque o patrimônio (A pensão) do trabalhador (a) falecido (a) tem que ser fragmentado se ele/ela construiu durante anos o seu alicerce financeiro para que no futuro, e ainda na sua ausência contribuísse para o sustento dos seus sucessores (Esposo (a) e filhos)?
Moral da história
Gradativamente o chicote está renascendo das cinzas e muitos cidadãos estão adormecidos. Esperamos que os opositores (A sociedade) despertem, no sentido de fazer valer a justiça social, onde a igualdade possa imperar no nosso contexto, e os cidadãos possam ter uma vida digna.

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