sábado, 25 de novembro de 2017

Maragojipe: 25 de Novembro dia das Baianas de Acarajé. Por Dr. Paulo Vicente Guerreiro Peixoto


O meu Bom Dia de hoje além dos meus Amigos e Irmãos, é em especial para aquelas que preparam os mais tradicionais e deliciosos "quitutes" da Bahia e por que não dizer do Mundo (gosto não se discute, e, este é o meu).

China do Acarajé
Hoje minha homenagem é para as BAIANAS DE ACARAJÉ (ou simplesmente BAIANA) como são chamadas as mulheres que se dedicam ao ofício tradicional de vender acarajé e outras iguarias das culinárias africana e afro-baiana como o Abará, representando tão bem a culinária baiana e do Brasil.
É necessário informar e, poucas pessoas sabem disso, que depois de muita luta a atividade de baiana de acarajé foi oficialmente reconhecida como profissão, tendo o anúncio ocorrido no dia 14/07/2017 na sede da Superintendência Regional do Trabalho no Estado da Bahia (SRTE). Na ocasião, também foi comunicada a inclusão da função na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), um documento que identifica e descreve as ocupações no mercado de trabalho brasileiro.
Elas, as BAIANAS DO ACARAJÉ, que, desde 2005 já eram consideradas um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), agora com a inserção na CBO, passam a ter todos os direitos de uma profissão formal garantidos, podendo incluir a profissão em documentos como RG e passaporte e se cadastrar como microempreendedor individual.
Mulheres em sua maioria negras e com forte identidade nas religiões de matriz africana, passaram a ser uma das principais figuras típicas do Brasil, chegando a ser destaque nos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Brasil.
Ari Barroso, um dos maiores compositores brasileiro, num dos seus maiores sucessos também faz em 1936 uma linda homenagem às BAIANAS DE ACARAJÉ, na música "No tabuleiro da baiana", quando diz:
"No tabuleiro da baiana tem: Vatapá, oi, caruru, mungunzá, tem umbu"…
Mas, sobretudo "desvenda" aquilo que tem a baiana em seu coração:
"Sedução, canjerê, ilusão, candomblé"…
Aqui em Maragogipe, quero homenagear neste dia, todas as BAIANAS DE ACARAJÉ, através da saudosa memória de Dona Olga mãe de meu amigo Zabumba, as baianas mais antigas como Faustinha, Dona Santinha e minha referência em especial a Dona Antônia de Apolônio, e, por último mais sempre presente em meu coração as irmãs China e Binha, e, minha amiga Non, além de todas as outras BAIANAS DE ACARAJÉ do Recôncavo da Bahia e do Brasil.
Que o Grande Arquiteto Do Universo e os Orixás iluminem a elas e a todos nós.
Parabéns e muita luz.
Paulo Vicente Guerreiro Peixoto.'.

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