quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Maragojipe: Ontem, hoje e sempre, Pai Edinho de Oxossi. Por Baba Robinho de Otyn


A cinco anos atrás Pai Edinho de Oxossi nos deixou para habitar no Orun e encontrar nossos ancestrais. Sua partida para o Orun não significou o fim da sua existência dedicada ao culto aos orixás, sua razão de ser e estar no mundo. Sua passagem neste mundo deixou marcas que não se apagam. Sua ausência é sentida porque ele, a um só tempo, ocupava múltiplos espaços em nossas vidas: era o pai, o amigo, o irmão, o companheiro fraterno e solidário de todas as horas não apenas de seus filhos e filhas de santo, mas de todos que a ele recorriam em busca de acolhimento ou de uma simples palavra de conforto. Sua ausência é sentida por seus filhos, mas também pela comunidade maragogipana na qual exerceu forte papel social, cultural e político em razão de seu perfil agregador que apostava no respeito à liberdade, à igualdade e à diversidade, razão pela qual repudiava toda forma de discriminação e de preconceito. Superou e venceu barreiras que para alguns seriam insuperáveis e fez de Maragogipe, seu torrão natal, o espaço para edificar a sua obra, o Terreiro Ylè Àlábásé, que, hoje, tenho a missão de preservar. Hoje, passados cinco anos de sua partida para o Orun seguimos celebrando a sua memória, a sua vida, a sua história porque, para nós, ela permanece viva e pulsante nos animando a seguir em frente e a vencer os desafios que a vida nos impõe. Assim, ontem, como hoje, é momento de agradecer por sua existência Pai Edinho, por sua presença em nossas vidas, por suas lições, por seu amor, por seu carinho, por tudo enfim que o senhor representou e representa em nossas vidas. Saudades e gratidão eternas.
Baba Robinho de Otyn

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