segunda-feira, 12 de março de 2018

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA VITÓRIA, sobre a demolição da Igreja da Piedade

Pe. Dvanildo de Jesus Ribeiro 
  
Demolição da Igreja da Piedade

Na condição de Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Vitória confesso que tinha feito a opção pelo silencio, mas diante das acusações provindas do grupo que se denomina “Amor a Piedade”, e detectando a falta de esclarecimentos e o pior por perceber em outras postagens algumas atitudes agressivas e conclusões desnecessárias e desonestas dirigidas a minha pessoa e própria Comunidade vêm por meio desta esclarecer que: Antes de acusar alguém precisamos conhecer a realidade, se familiarizar para depois entendermos a veracidade dos fatos. Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade, “Amar se aprende amando”. 

No tocante a realidade da Piedade não se limita a um capricho, fruto da vaidade do pároco, ou algo de natureza semelhante, mas da responsabilidade que ao mesmo deve presta a um povo que a ele foi confiado. São vários anos de uma não reforma da referida Igreja, tempo em que este povo simples e amado nunca encontrou um apoio, um Templo que ao logo dos anos foi perdendo suas características por falta de manutenção. Trata-se de um povo desapoiados, esquecidos e esperançosos. Povo que sabe muito bem que podem contar comigo, procuro ser pastor, amigo e estou presente sempre. 

De fato, é fácil criticar pela demolição, mas deveriam refletirem o porquê os anos passaram e não se incomodaram com paredes que foram se comprometendo? Porque não se deram conta do aspecto higiênico, dos pardais, dos morcegos? Porque não se colocaram à disposição da comunidade para solucionar o problema?  Quando temos alguém enfermo devemos levar de imediato a uma unidade hospitalar e de igual forma quando temos um patrimônio devemos zelar, realizar restaurações periódicas para manter – se na estrutura original. Interessante como o grupo “Amor a Piedade” consegue investir na teria, mas são profundamente vazios na prática, a começar pela líder que fazia alguns anos que não participava nem de Missa na Comunidade. Na maioria das vezes é assim, quem mais reclama são aqueles que pouco, ou nuca se coloca à disposição da comunidade.       

Não estamos falados de um jogo na final de um campeonato, onde um time precisa ganhar para ser campeão, mas de vidas, de história, de responsabilidade, de compromisso. Portanto, o imóvel foi inspecionado a um olhar técnico conforme anexo, e foi constatado que a estrutura do prédio está comprometida. Entendo que O direito de ter uma propriedade não pode se sobrepor ao bem comum. Essa situação representa riscos à segurança e à saúde de um povo. Tenho plena certeza de que se tivessem acontecido alguma catástrofe, estariam me acusando. Portanto, prefiro ser criticado por ter optar pela demolição, do que colocar vidas em riscos com um possível desabamento. 

Observei na matéria um certa redução a função que me compete e por isto aproveito para esclarecer que: Segundo o Código de Direito Canônico, o pároco tem o dever de Administrar com zelo os bens pertencentes à Paróquia. O direito canônico afirma de forma categórica que o Pároco é o representante jurídico da paróquia. Portanto, todos os negócios jurídicos devem ser celebrados pelo Pároco. Por essa razão, é o Pároco que representa a paróquia nesses assuntos, zelando por seu patrimônio (cc. 532; 291 § 1). 

O Art. 1.280. Do Código Civil diz que: O proprietário, ou o possuidor de uma propriedade tem direito a exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente. Ou seja, toda responsabilidade em uma possível tragédia cai sobre o a minha pessoa. A final de contas sou o representante legal da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, da qual esta a comunidade da Piedade.  

Toda paróquia tem seus conselhos pastorais, administrativos próprios e aos conselhos é dada um direito consultivo a fim de ajudar o Pároco nas suas decisões, partido deste princípio normativo tenho em ata duas reuniões onde todos conselheiros optaram pela demolição, com mais um detalhe, uma delas com a presença de Dom Hélio Pereira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. No que se refere a restos mortais apresentados na denúncia peço que faça um exame de consciência, o que ajudará a lembrar do meu compromisso quando me coloquei a disposição para uma remoção de local, ou preservação do mesmo no projeto de jardinagem pensada para o espaço, mas a proposta não foi aceita. 

Uma coisa não ficou claro para mim, o que querem desta vez? Causar um transtorno? Provocar a saída do pároco da Paróquia? Enfim, é percebível muito barulho e pouca ação, quantas coisas poderiam fazer, mas estão fazendo a opção de se tornarem inimigos da Igreja, ao denegrir a imagem de um sacerdote, que em comunhão com sua comunidade está lutando para oferta um local digno e seguro para todos. Vai aqui um conselho rezem um pouco mais, ame a Cristo e a Igreja, conto com a ajuda de vocês para logo em breve inauguramos a Nova Igreja. Chegou à hora de demonstra o verdadeiro “Amor a Piedade’. Eu vos amo e desejo que Deus vos abençoe. 


Pe. Dvanildo de Jesus Ribeiro 

12/03/201

Ata da Reunião 



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