segunda-feira, 16 de abril de 2018

Uma historia de ruínas em Maragojipe, S.O.S cultural


Antes
Mais um capitulo da historia de Maragojipe que assistimos sem nos posicionar, por isso vai nossa contribuição com outra sugestão para a atual administração, que seria a criação de um museu da indústria fumageira do recôncavo no antigo prédio da Suerdieck que está em ruínas, e se não nos apressar o prédio pode cair e levar nos escombros a riqueza cultural da fabricação de charrutos que já movimentou a economia em nossa cidade vamos conhecer um pouco dessa historia que pode ser perder a qualquer momento se não existir uma intervenção do poder público.


Dias atuais 
Avocação industrial fumageira de Maragojipe começou a se delinear, em meados do século XIX, com a fundação da primeira fábrica de charutos no município, a Manoel Veira de Mello, seguida pelo surgimento das fábricas Dannemann (fundada em 1873) e a Suerdieck (inaugurada em 1905), entre outras. A indústria fumageira no município consolidou-se durante toda a primeira metade do século XX, tendo sua fase áurea entre as décadas de 1920 e 1930. (REIS, 1998, p. 52).



Não fugindo a regra, o processo de industrialização ocorrido em Maragojipe trouxe profundas modificações na cidade, vivendo ela até a década de 1970 um período de intenso crescimento econômico, gerando assim um novo ciclo de desenvolvimento financeiro, a indústria fumageira se transformou no alicerce da economia de Maragojipe, mas com o fechamento das fábricas, grande parte da população que lhes servia como mão-de-obra ficou desempregada, dando início a um novo período de decadência econômica que prossegue até os dias de hoje, naquela época o estilo artesanal de fabricação de charutos comum nas cidades do Recôncavo baiano, desde as mais simples residências às fábricas de grande porte como a Suerdieck, encontrou nas mãos das mulheres a sua expressão de arte, pela “ciência” com que esmera o produto, considerado, já no século XIX, pela escritora francesa George Sand como “o complemento de toda a vida elegante”. (CÉSAR, 2000, p.08). Os charutos mais caros são, de preferência, feitos à mão pela perfeição e cuidados especiais, impossíveis a uma máquina. (SUERDIECK, 1955).


As cidades de Maragojipe, Cachoeira, São Félix, Muritiba e, posteriormente, Cruz das Almas, além de formarem o centro produtor e exportador de fumo e de seus produtos, constituíram-se em um parque de fabricação de charutos, chegando a produzir mais de 200 milhões deste produto por ano (CÉSAR, p.03, 2000),



As fábricas, por sua vez, estavam organizadas sobre as bases da divisão social do trabalho, pois fazer o charuto também demandava a divisão de várias etapas. Neste sentido, homens e mulheres formavam o quadro de funcionários das fábricas, porém as etapas de produção dos charutos eram concluídas por uma única charuteira o que fazia das mulheres a maioria responsável pela força motriz das fábricas.
Não podemos deixar a historia viva morrer junto com esse prédio, ali estão às lembranças de nossos descendentes com sua mão de obra que reproduziu Maragojipe para Bahia e para o Brasil, vamos fazer uma corrente, porque unidos somos mais fortes, não está em jogo à política local, mas sim resgatar a cultura viva da nossa querida cidade.
Museu da indústria fumageira já!


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