sábado, 19 de maio de 2018

Maragojipe: Deixando meu coração falar novamente: Por Dr. Paulo Vicente Guerreiro Peixoto.

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Já não sou um coração com os cinquenta e sete anos de batimentos cardíacos de outrora, mas, hoje caminhando para 62 batimentos, continuo o mesmo que um dia fez meus pais Vicente Dessa Peixoto e Olinda Guerreiro, chorarem de alegria ao ouvirem eu dar a minha primeira batida e que chorou de tristeza com a passagem de meu velho e querido pai para o plano espiritual, mas, que entendeu os desígnios de Deus.
Já fui coração menino que batia forte quando corria pelas ruas de Maragojipe brincando de barra manteiga, bandido e mocinho, de circo, chicotinho queimado, etc..(talvez os mais novos nem saibam que estás brincadeiras existiram e como eram divertidas).
Já fui coração atleta quando jogava bola nos campos de pelada do Cai-já, do Largo Sebastião Pinho, na Praia da Enseadinha, no Campo da Glória e na Associação Atlética de Maragojipe e coração dos banhos na Ponte do Cai-já, no Porto Grande e Ponta do Souza, das corridas de boi solto na rua.... como é bom recordar.
Já fui coração de amores infantis, de paixões juvenis, e, daqueles mais maduros, comprometedores, sérios, proibidos e até mesmo não correspondidos.
Já fui coração de grandes emoções esportivas, estudantis, profissionais e pessoais. Dos velhos Carnavais e hoje dos atuais também (do tradicional BPM - Bloco do Pau Mole de todos os anos), das festas de São João (das quadrilhas, fogueiras nas portas, do tradicional "São João passou por aí ?" ), dos São Pedro na Rua da Enseada com as espadas ("bota cuspe"), paus de cebo e quebra - potes, das Festas de nosso Padroeiro São Bartolomeu, da Lavagem sem politicagem, com as Filarmônicas Terpsícore Popular de Maragogipe e 2 de Julho tocando seus dobrados no Coreto da Praça e de me encher de orgulho ao desfilar sob a batuta do saudoso Dr. Odilardo, diretor do nosso grandioso Colégio Simões Filho, no Sete de Setembro, pelas ruas de nossa cidade MARAGOGIPE-Ba ao som da fanfarra.
Já fui e continuo sendo um coração paizão, repleto de emoções familiares quando soube do nascimento dos meus filhos Vicente e Victor e os vi crescer, ingressar na faculdade, da formatura de Vicente como advogado e de Paulo Victor em engenharia) e de tantas outras que eles me proporcionaram.
Um coração que se encheu de felicidade em retornar a minha terra para novamente residir e trabalhar e que hoje se entristece ao vê-la do jeito que está, abandonada, sem alma e desfigurada pelos que não lhe souberam e sabem valorizar.
Sou um coração repleto de felicidade e agradecido a Deus pelos amigos que possuo e pela honra de ser, também, amigo de cada um deles e que muito já chorou pela perda de alguns, que deixaram saudades e estarão sempre dentro de minhas recordações.
Sou um coração sem rancor, que aprendeu a perdoar e a pedir perdão, a não se stressar e a viver uma vida sem muita pompa, mas, repleto de solidariedade e humildade, pois somos todos iguais, somos todos Irmãos, seguindo os ensinamentos do Grande Arquiteto Do Universo.'. ,de Jesus Cristo e nossa Santíssima Mãe.
Sou um coração Poeta, que ama poesia, inspirada pelos poetas maragogipanos Osvaldo Sá e Ronaldo Souza, que ainda se emociona com uma canção de amor, que chora por uma cena de televisão ou de cinema e, que se inspira no voo de um colibri que todas as manhãs vem me dar bom dia no quintal de minha casa, com o nascer do sol sobre o Rio Paraguaçu e com o seu adormecer sobre o Alto do Cruzeiro, com um sorriso de uma criança ou um olhar perdido de um idoso.
Sou um coração que não gosta de machucar, mas, que às vezes, machuca e, que, também, é machucado, mas, levanta se sacode a poeira, pois a vida continua e dizem os corações mais sábios, que ela é curta.
Sou também um coração que às vezes foi leviano, mas nunca foi falso, que foi metido a conquistador, mas, que nunca deixou de sonhar com um verdadeiro amor, daqueles que quer ser feliz para sempre ou enquanto ele existir. (Dentro mim existe tanto amor. E olha que não é amor igual. É amor diferente, que não se repete e que não se vulgariza).
Enfim, sou um coração como tantos outros que existe por ai, talvez, quem sabe, igual ao seu.
Paulo Vicente Guerreiro Peixoto.

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